terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Resumo dos seminários




Narrativas autobiográficas de professores

A investigação sobre a formação de professores, especialmente sobre seus percursos formativos, produção de saberes, constituição identitária e desenvolvimento/crescimento pessoal/profissional, exige um olhar que possibilite vê além das aparências e das formas mais visíveis, palpáveis e quantificáveis. É preciso trabalhar com a subjetividade, a sutileza, a singularidade, a perspectiva do sujeito, os modos particulares  com que cada indivíduo se implica com seu processo de formação pessoal e profissional. É, pois, necessário operar com aspectos muito íntimos do ser humano, enquanto pessoa, profissional e ator social, constituídos na interface com o eu, o outro e o mundo. Assim, é preciso uma abordagem teórico-metodológica de investigação que compreenda.

Dessa forma a construção de um memorial os professores se apoiam em dois eixos: o primeiro é um biográfico dimensionado na subjetividade ( identidade para si). Em que o sujeito é marcado por crises, mudanças, rupturas e confirmações. O Segundo eixo é dimensionado na objetividade (identidade para o outro), no qual estão intimamente ligadas as relações sociais que ocorre no espaço profissional.

Nesse sentido, a construção de autobiográficas, torna-se um instrumento e procedimentos de pesquisa está no fato que a história de vida de uma pessoa pode revelar muito além de simples acontecimentos, caracterizando-se como meio de apreensão e análise dos contextos, dimensões e implicações pessoais que constroem historicamente cada indivíduo na interface consigo mesmo, o outro e o mundo a sua volta.

Resumo de texto da revista da FAEEBA


AS NARRAÇÕES CENTRADAS SOBRE A FORMAÇÃO DURANTE A VIDA COMO DESVELAMENTO DAS FORMAS E SENTIDOS MÚLTIPLOS DE UMA EXISTENCIALIDADE SINGULAR-PLURAL


                                                                                                          (Marie-Christine josso)

A autora faz reflexões a partir de narrativas abordando a formação de si, mostrando a compreensão de como se da à relação da nossa vida profissional e social, como a subjetividade que é algo forte na vida do sujeito, devido à autoformarão do sujeito.

O texto aborda que o singular e o plural tratam da nossa singularidade ou Particularidade, como processo de formação que caracteriza o percurso de vida de cada um permite assim desvelar, progressivamente, o ser-sujeito da formação, vê-lo tomar forma psico-somaticamente, psicologicamente, sociologicamente, economicamente, culturalmente, politicamente, espiritualmente, em uma sábia e singular trama, resultando em uma estampa única (fala-se em peça única nas artes visuais).

O trabalho sobre essa subjetividade singular e plural torna-se uma das prioridades da
formação em geral e do trabalho das narrativas de vida em particular. Os currículos de formação, nos quais adultos mais ou menos jovens se inseriram, apresentam- desde logo, como sendo investidos por considerações diferentes das que foram inicialmente enunciadas nas palavras do discurso convencional veiculado pela mídia ou nas representações comumente compartilhadas; ou seja: a inscrição em um curso com vista à aquisição de competências novas, sociais e profissionais.

A auto-orientação de si, subproduto de nossa criatividade (a invenção de si) vem a ser uma tomada de poder sobre a maneira pela qual cada individualidade pode descobrir sua singularidade, cultivá-la sem parar de se inscrever num contínuo sócio-cultural, em outras palavras, a história coletiva de suas comunidades de pertencimento. Essa capacidade criativa, associada às outras dimensões de nosso ser humano, apresenta-se
como um objetivo educativo maior, que só pode enriquecer nossas tradições educativas de transmissões e de conformação que têm seus valores específicos.



REFERÊNCIA:
JOSSO, Marie Cristine. As narrações centradas sobre a formação durante a vida como desvelamento das formas e sentidos múltiplos de uma existencialidade   singular-plural. Revista da FAEEBA Educação e contemporaneidade / Salvador. UNEB, 1992.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Imagem de Salvador Dalí


Imagem de Salvador Dalí Persistência da Memória (1931)


"O relógio no centro da tela parece aludir a uma sela sobre um cavalo branco ou, no tema que nos interessa, um chapéu na cabeça de um homem com bigode, esbaforido, com a língua para fora, exaurido e angustiado por sentir que sua memória se esvai (e derrete como um queijo camembert). Um homem sem memória é como um relógio que se derrete". 

domingo, 18 de novembro de 2012

Relação do Filme Colcha de Retalhos com o texto de Elizeu; O Eu, o Outro e as Diferenças Individuais e Culturais


O presente texto trata-se da reflexão e análise do filme “Colcha de Retalhos” com o texto de Elizeu Clementino de Souza; O eu, o outro e as diferenças individuais e culturais. Identidade e diferença no cotidiano escolar: práticas de formação e de fabricação de identidades docentes.
A colcha de retalhos caracteriza-se as memórias com as histórias de um grupo de mulheres que estão pintando e costurando uma colha de retalhos, a partir de suas vivencias, ou seja, pontos marcantes vividos por cada personagem e conhecemos um pouco delas a partir de seus relatos no decorrer do filme.
Para esses relatos acontecerem às mulheres buscam no seu inconsciente, trazendo várias histórias de amor e decepções amorosas, voltando-se as suas origens e sem perder a sua essência, além de passar e deixar registrado suas histórias de vida. Essas histórias vão se formando através do diálogo com o outro.
O texto de Elizeu retrata a colcha de retalhos como um sujeito que precisa ter vez e voz, para falar dos seus anseios e de quem ele é, podendo ser através de poucas palavras que retrata a história de vida desse sujeito, que tem muito para mostrar e ensinar. Abordando questões relativas à identidade no seu cotidiano, mostrando práticas e experiências docente, que vai ajudar na  formação docente e do desenvolvimento profissional do ser professor.
Nesta perspectiva Elizeu (2005) cita:
É na dinâmica da vida e nas histórias tecidas no nosso cotidiano que aprendemos dimensões existenciais e experienciais sobre nós mesmos, sobre os outros e sobre o meio em que vivemos. No entrecruzamento de nossas aprendizagens, a escola exerce um papel singular, visto que neste espaço ‘convivemos' e internalizamos papéis sociais apreendidos no cotidiano familiar. O investimento na formação de professores e no trabalho coletivo na escola poderá possibilitar outras formas de trabalho didático e pedagógico, que contribuam para a reafirmação de identidades, para a vivência, para a tolerância e para o respeito ao exercício da cidadania. (ELIZEU, 2005, pág. 32)

Ao discutir sobre “Identidade e diferença no cotidiano escolar, práticas de formação e de fabricação de identidades docentes” Elizeu (2005) afirma que, a escola é um local onde existe imensas individualidades e diferenças, a escola por ser um campo educativo precisa compreender a educação como processo de autoformação do sujeito, provocando diversas dinâmicas no seu modo de ser, estar, sentir e agir e torna-se um território favorável a aprendizagem para o convívio com as diferenças, a escola deve estar preparada para adequando-se aos alunos, saber ouvi-los é um ponto significativo para aprendizagem dos mesmos, pois estes sujeitos também tem experiências cotidianas que vai ajudar na formação docente do professor, ou seja, estes sujeito não somente recebem, como transmitem saberes.
Isso, não é muito diferente ao que estamos fazendo com estas postagens no blog, pois é neste momento que estamos tendo a oportunidade de mostrar as nossas vivencias e experiências de infância, além do nosso olhar pedagógico e tornando mais significativo o nosso trabalho, uma vez que ainda estamos em formação e divulgando este tipo de trabalho para os nossos colegas da turma e professores, na qual a partir destas autorias vamos nos conhecendo melhor e dar ênfase ao que realmente sabemos e podemos fazer.
O mais importante é que vamos estar divulgando o nosso trabalho para outros estudantes e professores que procuram a cada dia melhorar sua prática pedagógica, para isso é necessário a divulgação de trabalhos e compartilhamento dos mesmos, não ficando apenas com si mesmos, pois as ideias iniciadas quando compartilhada e juntando com outras ideias, essas ideias pode fazer a grande diferença na educação. 


REFERÊNCIAS:
SOUZA, Elizeu Clementino. Espaços de encontro. Corporeidade e Conhecimento. O eu, o outro e as diferenças individuais e culturais, 2005.


sábado, 17 de novembro de 2012

Memórias de infância




Na aula do dia 05 de novembro, fizemos nossa colcha de retalhos, primeiro iniciamos as pinturas individualmente, mas ao mesmo tempo fizemos no coletivo, pois estávamos ajudando uns aos outros, dando sugestões, emprestando matérias e às vezes atrapalhado, mas tudo na maior brincadeira e harmonia.
Eu que o diga, pois esqueci de levar meu material de pintura e todo hora “roubava” o material dos colegas, assim eles falavam, mas... em meu ponto de vista só peguei emprestado, viu Jose, Jessica Nogueira, Aidê, Iraildes e outros... 
Obrigada galera de Pedagogia pela compreensão, gostei muito de ter conhecido vocês, gostei de ter passado esta tarde com vocês, obrigada pelas risadas, companhia, troca de favores e conhecimentos.
Cada um de vocês tem um cantinho especial no meu coração.





Esta pintura foi minha obra de arte, que destes retalhos vamos fazer a colcha de retalhos da turma do sexto semestre de Pedagogia, contenho algumas das nossas memórias de infância.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Informações Técnicas do filme Colcha de Retalhos

Na aula, assistimos ao filme Colcha de Retalhos, olhe as informações técnicas abaixo:



  • Informações Técnicas

    Título no Brasil:  Colcha de Retalhos
    Título Original:  How to Make an American Quilt
    País de Origem:  EUA
    Gênero:  Drama
    Tempo de Duração: 116 minutos
    Ano de Lançamento:  1995
    Estúdio/Distrib.Universal Home vídeo 
                               Direção:   
  •   



    Retirado do site: http://www.interfilmes.com/filme_12928_colcha.de.retalhos.html

domingo, 11 de novembro de 2012

TEMA: Abordagens Autobiográficas

JUSTIFICATIVA: Blog solicitado pelo professor Mácio Machado, como atividade avaliativa da disciplina Abordagem Autobiográficas do curso de Pedagogia da UNEB, na qual vamos postar nossas memórias de infância. 

OBJETIVO: O blog, tem como propósito mostrar minhas memórias que tenho da infância, relacionando-os a educação, se a mesma foi ou não significativa para minha vida como profissional com educadora.

METODOLOGIA: Será feito por postagens de textos de minha autoria ou não, fotos e imagens retiradas do google.

AVALIAÇÃO: Será feita pelo professor Mácio Machado, avaliando os conteúdos, os textos de autoria e organização do blog e das ideias.

Poema para turma de Pedagogia


Poema produzido em grupo no dia 22 de outubro de 2012, como requisito de atividade da disciplina, Abordagens Autobiográficas do curso de Pedagogia da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) da cidade de Irecê-Ba.

TURMA
Um, dois, três,
Quatro, cinco, seis.
Vencendo mais um estágio
Avançamos mais uma vez.
    
Um, dois, três,
Quatro, cinco, seis.
Entre amor e ódio
Estamos juntos outra vez.
                                                                         
Um, dois, três,
Quatro, cinco, seis.
A nossa turma é sucesso
E com ela não tem vez.

Um, dois, três,
Quatro, cinco, seis.
A formatura é nosso sonho
E vai chegar a nossa vez.

       Edcleia, Elane, Jaqson, Joseane, Luane e Maria Célia

segunda-feira, 5 de novembro de 2012


Curiosidades sobre Bragança




Doutora em Ciências da educação pela Universidade de Évora-Portugal, Mestre em Doutora em Ciências da Educação e Pedagoga, pela Universidade Federal Fluminense. Professora Adjunta do Departamento de Educação e do Mestrado em Educação: Processos Formativos e Desigualdades Sociais da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FFP/UERJ) e o programa de Pós´graduação em Educação da Universidade Estácio de Sá (UNESA). Tem vários trabalhos publicados em capítulos de livros, periódicos e anais de eventos nacionais e internacionais sobre formação docente, histórias de vida de professores/as, memória e história das escolas. É pesquisadora do Núcleo de Pesquisa e Extensão Vozes da Educação: Memória e História das Escolas de São Gonçalo (UERJ), do Grupo de Pesquisa ALEPH - programa de pesquisa, Aprendizagem-Ensino e Extensão em Formação dos Profissionais da Educação, da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Centro de Investigação em Educação e Psicológico da Universidade de Évora Portugal (CIEP UE).

Texto informado pela autora e retirado do seu currículo lattes.




Refletindo-se a partir das abordagens autobiográficas de Bragança


Inês Bragança - História de vida e formação de professores: diálogos entre Brasil e Portugal

Refletindo-se a partir das abordagens autobiográficas de Bragança, percebe-se que essa abordagem é um campo educativo.

“As histórias de vida de professoras brasileiras e portuguesas, por meio das biografias educativas, constituindo-se numa alternativa teórico metodológico no processo de tematização da própria vida como espaço /tempo da formação docente” (Inés Bragança).
Partindo dessa problemática, à autoformação, transformam-se numa relação heterônoma numa relação autônoma, dessa forma as histórias de vida e formação de professores e diálogos entre Brasil e Portugal tomou como um dos fios de análise a busca, como componente fundamental do processo formativo desses professores.

Seguindo esse mesmo raciocínio, Couceiro, 2012 afirma:

O objeto próprio das Histórias de vida em Ciencias da Educação e a formação /autoformação na medida em que nos permitem conhece-las melhor e os seus processos. De algum modo as Histórias de vida são uma medição para a formação (COUCEIRO, 2012 P. 157).

Do ponto de vista filosófico, essa formação e autoformação é interessante e acessível a todos, pois os “conhecimentos devem ser produzidos e partilhados”.
É exatamente ao que estamos fazendo, produzindo; refletindo a partir dos assuntos abordados na disciplina de abordagem autobiográfica, na universidade e partilhando dos mesmos através do Blog.

  

           

sexta-feira, 28 de setembro de 2012





Aprendizagem significativa

No dia 10 de setembro, o professor Mácio Machada, na disciplina de Abordagens autobiográficas, no curso de Pedagogia 6º semestre da UNEB (Universidade do Estado da Bahia), fez uma difícil atividade, na qual deverá relatar como eu gostaria de ser ensinado na infância.
__ Não lembro ao certo, como fui alfabetizada, lembro-me poucas coisas e muitas vezes fragmentado, mas como tenho que fazer esse relato vou fazer o que vier de lembranças.
Neste momento, que estou digitando, dia 16 de setembro de 2012, às 23h10 min. Esta noite tento expor a minha autoformação, mostrando através deste, minha aprendizagem individual e coletiva.
Estou tentando me concentrar, ouço as vozes na televisão, Latika (Minha cachorrinha), sem sair do meu pé, sempre me tirando a concentração, mas ao mesmo tempo o silêncio da noite me tranquiliza é nele que me inspiro e no mesmo, que aos poucos as lembranças vão surgindo.
Daí... Vêm-me lembranças recentes de que, já escrevi coisas parecidas em outras disciplinas deste semestre, junto algumas que dão para serem encaixadas e cheguei à conclusão que:
Sempre tive incentivo e estímulo a estudar, ler, escrever, tanto por minha família e principalmente na escola em que estudei, ainda em tenra idade. Escola esta um pouco tradicional, na qual exigia-se bons comportamentos e resultados dos alunos, disponibilizava da biblioteca para os alunos pegarem livros, sempre quando quisesse, dava oportunidade de ir para a escola em turno oposto para fazer grupo de estudos, ler e usar laboratório de informática.
Não lembro exatamente a série que aprendi a ler, fazer cálculos matemáticos e como me comportava em sala, lembro que comecei a ser estimulada a leitura ainda no ensino fundamental, pois tinha de ler os livros do plano de leituras exigidos pela escola, o qual era dividido por bimestres e lia também outros livros fora do plano de leitura, adorava ir a biblioteca em turno oposto, vivia com livros de literatura na mão. Tanto que ganhei um certificado de maior leitor em 04 de dezembro de 1998, observe abaixo:


A escola exigia também que chegássemos no horário, caso atrasasse um minuto que fosse o portão era fechado e não entrava mais. Os trabalhos, nossa! Era suada para entregar no dia proposto pelo professor, pois se não fosse entregue a depender do professor não recebia ou só recebia valendo a metade do seu valor, como eu não queria ficar com nota baixa e correr o risco de perder na disciplina, sempre entregava os trabalhos em dia. Chegava no horário e sempre fazia o que a escola pedia, pois gostava de estar nela, das oportunidades que a escola me oferecia de crescer e tornar-se uma pessoa melhor.
Hoje percebo que esta experiência ou memória que tenho, contribui tanto para minha formação pessoal quanto profissional, pois criei hábitos, aprendi a me relacionar com pessoas diferentes, a ser responsável, a respeitar, e o mais importante, nunca desistir dos meus sonhos, ideais e lutar pelo que quero sem desanimar, pois sou capaz de chegar onde quero, basta fazer por onde conseguir.
Assim... Aprendi na escola,
Escola, a qual tenho orgulho de falar,
lá estudei e aprendi.
E se eu posso,
Você também pode,
Confie em você,
Seja sempre você.
Sem medo de errar.
Para isto...
Basta acreditar,
E dizer:
- Vou tentar e conseguir,
Pois, sou capaz e insistente.
 - Vou lutar e conseguir.
Nossa... já é quase uma hora e ainda não respondi claramente ao que o professor pediu.
Mas para um bom entendedor, percebe-se que venho sempre dando respaldo à escola a qual estudei, por esse motivo não mudaria as formas de como fui ensinada, apesar de que teve seus erros e falhas, mas muito mais acerto, pois foi através dela que tornei a pessoa que sou hoje, nem melhor, nem pior que os outros, sendo apenas eu, dando o melhor de mim em tudo que eu me proponho a fazer. Por esse motivo tenho orgulho de dizer que estudei na Escola de Educação Básica e Profissional Desembargador Pedro Ribeiro de Araújo Bittencourt, ufa... Ou melhor, Fundação Bradesco.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012



Sempre tive interesse, incentivo a leitura e fui estimulado tanto em casa por minha mãe e irmãs quanto pela escola, por ter me dado oportunidades de frequentar a biblioteca, para criar o hábito de leitura desde de criança. 

Reflexão de Infância