Narrativas autobiográficas
de professores
A investigação sobre a
formação de professores, especialmente sobre seus percursos formativos,
produção de saberes, constituição identitária e desenvolvimento/crescimento
pessoal/profissional, exige um olhar que possibilite vê além das aparências e
das formas mais visíveis, palpáveis e quantificáveis. É preciso trabalhar com a
subjetividade, a sutileza, a singularidade, a perspectiva do sujeito, os modos
particulares com que cada indivíduo se
implica com seu processo de formação pessoal e profissional. É, pois,
necessário operar com aspectos muito íntimos do ser humano, enquanto pessoa,
profissional e ator social, constituídos na interface com o eu, o outro e o
mundo. Assim, é preciso uma
abordagem teórico-metodológica de investigação que compreenda.
Dessa forma a construção de um memorial os
professores se apoiam em dois eixos: o primeiro é um biográfico dimensionado na
subjetividade ( identidade para si). Em que o sujeito é marcado por crises,
mudanças, rupturas e confirmações. O Segundo eixo é dimensionado na
objetividade (identidade para o outro), no qual estão intimamente ligadas as
relações sociais que ocorre no espaço profissional.
Nesse sentido, a construção
de autobiográficas, torna-se um instrumento e procedimentos de pesquisa está no
fato que a história de vida de uma pessoa pode revelar muito além de simples
acontecimentos, caracterizando-se como meio de apreensão e análise dos
contextos, dimensões e implicações pessoais que constroem historicamente cada
indivíduo na interface consigo mesmo, o outro e o mundo a sua volta.
