domingo, 18 de novembro de 2012

Relação do Filme Colcha de Retalhos com o texto de Elizeu; O Eu, o Outro e as Diferenças Individuais e Culturais


O presente texto trata-se da reflexão e análise do filme “Colcha de Retalhos” com o texto de Elizeu Clementino de Souza; O eu, o outro e as diferenças individuais e culturais. Identidade e diferença no cotidiano escolar: práticas de formação e de fabricação de identidades docentes.
A colcha de retalhos caracteriza-se as memórias com as histórias de um grupo de mulheres que estão pintando e costurando uma colha de retalhos, a partir de suas vivencias, ou seja, pontos marcantes vividos por cada personagem e conhecemos um pouco delas a partir de seus relatos no decorrer do filme.
Para esses relatos acontecerem às mulheres buscam no seu inconsciente, trazendo várias histórias de amor e decepções amorosas, voltando-se as suas origens e sem perder a sua essência, além de passar e deixar registrado suas histórias de vida. Essas histórias vão se formando através do diálogo com o outro.
O texto de Elizeu retrata a colcha de retalhos como um sujeito que precisa ter vez e voz, para falar dos seus anseios e de quem ele é, podendo ser através de poucas palavras que retrata a história de vida desse sujeito, que tem muito para mostrar e ensinar. Abordando questões relativas à identidade no seu cotidiano, mostrando práticas e experiências docente, que vai ajudar na  formação docente e do desenvolvimento profissional do ser professor.
Nesta perspectiva Elizeu (2005) cita:
É na dinâmica da vida e nas histórias tecidas no nosso cotidiano que aprendemos dimensões existenciais e experienciais sobre nós mesmos, sobre os outros e sobre o meio em que vivemos. No entrecruzamento de nossas aprendizagens, a escola exerce um papel singular, visto que neste espaço ‘convivemos' e internalizamos papéis sociais apreendidos no cotidiano familiar. O investimento na formação de professores e no trabalho coletivo na escola poderá possibilitar outras formas de trabalho didático e pedagógico, que contribuam para a reafirmação de identidades, para a vivência, para a tolerância e para o respeito ao exercício da cidadania. (ELIZEU, 2005, pág. 32)

Ao discutir sobre “Identidade e diferença no cotidiano escolar, práticas de formação e de fabricação de identidades docentes” Elizeu (2005) afirma que, a escola é um local onde existe imensas individualidades e diferenças, a escola por ser um campo educativo precisa compreender a educação como processo de autoformação do sujeito, provocando diversas dinâmicas no seu modo de ser, estar, sentir e agir e torna-se um território favorável a aprendizagem para o convívio com as diferenças, a escola deve estar preparada para adequando-se aos alunos, saber ouvi-los é um ponto significativo para aprendizagem dos mesmos, pois estes sujeitos também tem experiências cotidianas que vai ajudar na formação docente do professor, ou seja, estes sujeito não somente recebem, como transmitem saberes.
Isso, não é muito diferente ao que estamos fazendo com estas postagens no blog, pois é neste momento que estamos tendo a oportunidade de mostrar as nossas vivencias e experiências de infância, além do nosso olhar pedagógico e tornando mais significativo o nosso trabalho, uma vez que ainda estamos em formação e divulgando este tipo de trabalho para os nossos colegas da turma e professores, na qual a partir destas autorias vamos nos conhecendo melhor e dar ênfase ao que realmente sabemos e podemos fazer.
O mais importante é que vamos estar divulgando o nosso trabalho para outros estudantes e professores que procuram a cada dia melhorar sua prática pedagógica, para isso é necessário a divulgação de trabalhos e compartilhamento dos mesmos, não ficando apenas com si mesmos, pois as ideias iniciadas quando compartilhada e juntando com outras ideias, essas ideias pode fazer a grande diferença na educação. 


REFERÊNCIAS:
SOUZA, Elizeu Clementino. Espaços de encontro. Corporeidade e Conhecimento. O eu, o outro e as diferenças individuais e culturais, 2005.


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